Estão a perseguir Infantino como perseguiram Donald Trump. Têm inveja

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Andrew Giuliani, líder do grupo de trabalho formado por Donald Trump para organizar o Campeonato do Mundo, concedeu, esta sexta-feira, uma extensa entrevista ao portal norte-americano The Athletic, na qual levou a cabo uma ‘feroz’ defesa a Gianni Infantino, cuja reeleição na presidência da FIFA, está em causa, por conta do (fracassado) projeto da FIFA Forward Enterprise (FFE).

“É política. Já vi isto acontecer, antes. Vi isto a acontecer quando perseguiram o presidente Donald Trump, de uma perspetiva política. Vi isto a acontecer, antes quando perseguiram outras pessoas. As pessoas têm inveja quando outras pessoas alcançam grandes feitos. E aquilo que Gianni Infantino fez pela FIFA foi levá-la a todo um novo nível, ao qual, provavelmente, pensaram que não era possível”, começou por afirmar.

“Têm de lembrar.se que este foi o primeiro Mundial que Gianni Infantino esteve responsável por organizar, certo? Ele herdou os Mundiais da Rússia e do Qatar, e fez um bom trabalho com ambos, mas este foi o primeiro dele. É a visão dele em prática. Aquilo que digo a qualquer presidente de confederação ou federação-membro que esteja a pensar em não votar em Gianni Infantino é que seria, provavelmente, uma das decisões mais parvas da sua vida profissional”, prosseguiu.

“Este tipo acabou, literalmente, de organizar o maior evento desportivo no plano global de sempre, sem qualquer incidente, garantindo receitas mais de quatro vezes maiores em relação ao último Campeonato do Mundo, e estão a pensar em correr com ele. Se Gianni Infantino não for reeleito de forma unânime, então, quem quer que vote contra ele terá de fazer exames à cabeça”, completou.

“Infantino é o tipo que eu quereria a liderar a FIFA”

Referindo-se de forma mais particular ao projeto da FFE (subsidiária que teria como objetivo vender a vertente comercial das provas da FIFA, como o Campeonato do Mundo, a investidores privados), que foi ‘chumbado’ face ao repúdio da UEFA, da CONCACAF e da AFC, Andrew Giuliani aconselhou os detratores a recuarem e a avaliarem todo o “corpo de trabalho” desenvolvido.

Além disso, disse ter falado com o próprio Gianni Infantino, que lhe garantiu ter em mãos “um bom plano para aquilo que irá fazer ao longo dos próximos meses, até março do próximo ano, para ser reeleito para um terceiro e último mandato” na presidência da FIFA, que se prolongaria até 2031.

“Ouçam, nós somos todos seres humanos, e eu penso que o Gianni prestou declarações sobre isto, recentemente, mas parece-me que esta é uma daquelas coisas onde as pessoas tomaram atenção, e o desporto tornou-se monetizado e comercializado. Eu diria apenas que têm de olhar para o corpo de trabalho do Gianni e também perceber que ele está sempre a tentar melhorar o seu organismo, e penso que a questão é essa”, refletiu.

“Lá por estar sempre a tentar melhor não significa que não vá dar um passo errado aqui ou ali, certo? Enquanto ser humano, acontece, mas eu olharia para o corpo de trabalho e diria que este é o tipo que eu quereria a liderar”, completou o ‘aliado’ de Donald Trump na Casa Branca.

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